08 abril 2012
Eu tenho vontade de ser melhor cada vez que você toca meu rosto. De sair por aí, mudando o mundo, filtrando o mal pra ele ser só bem. Limpando a casa pra ter mais lugar pra gente. Se bem que, eu não quero mais desgrudar do teu peito. Ainda mais quando você diz que tá ouvindo meu coração bater pra ver se acha um pedacinho, um muito pequeno pedacinho do meu coração pra ser teu. Eu tento não piscar cada vez que você sorri, pra não perder um milésimo de segundo do teu sorriso que nunca precisou de reparo odontológico. Queria poder dizer que a tua pureza aos 20 e poucos anos é de uma raridade tão grande que eu poderia fazer um relicário. Eu odeio quando você me leva pra casa. Odeio a semana ter 7 dias e eu não poder ter um deles só pra você e te dar amor. Fazer amor. Adoro quando você coloca o cobertor nas minhas costas e me abraça, me deita em conchinha. Mas a gente só tem mais algumas horas. E você precisa me levar pra casa. Eu olho o relógio pela primeira vez e ele marca 11. Eu olho de novo, e já são 3. As 6 e meia você me leva ver o sol nascer. As vezes, dizer eu te amo coça tanto na língua, que eu forjo tosse e engulo, só pra não descrer na nossa política de sexo sem compromisso.

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